Search

sábado, 13 jun, 2026

Brasil

Famílias das vítimas da queda do avião da Voepass começam a receber receber seguro de R$ 103 mil

Acidente vitimou todos que estavam a bordo 

 

As famílias das 62 vítimas do voo 2283 da Voepass, que caiu em Vinhedo, São Paulo, no dia 9 de agosto, começaram a receber o seguro Reta (Responsabilidade do Explorador e Transportador Aéreo) no valor individual de R$ 103 mil por família. Até o momento, cinco famílias já receberam o seguro, que é obrigatório e semelhante ao DPVAT (Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Via Terrestre). Outras 36 famílias já entregaram a documentação e aguardam o pagamento. 

 

No entanto, o pagamento do seguro Reta não anula o direito de futuras indenizações de “responsabilidade” (como danos morais e materiais). O Regulamento Brasileiro de Homologação Aeronáutica afirma que todas as empresas aéreas que transportam pessoas e objetos em território nacional devem manter o seguro. Desta forma, o valor é pago independentemente da culpa do transportador.

 

Já o cálculo do valor do seguro leva em conta a apólice do contrato de seguro celebrado entre a companhia aérea e a seguradora. É preciso que o transportador aéreo indique a seguradora contratada para que a vítima e/ou familiares possam dar início as primeiras providências.

 

Como foi o acidente 

 

O avião da Voepass Linhas Aéreas decolou às 11h50m de Cascavel, no Paraná, com previsão de pouso às 13h45, em Guarulhos. O modelo ATR 72 estava com 58 passageiros e quatro tripulantes a bordo. Infelizmente, todos morreram. A aeronave despencou quase 4.000 metros em dois minutos. O registro de voo do Flight Radar mostra que o avião estava a 17 mil pés de altitude às 13h20m e a 4 mil pés às 13h22m, quando o sinal de GPS foi perdido pela plataforma. A aeronave caiu pouco mais de 20 minutos antes de pousar.

 

Segundo o Instituto de Identificação Ricardo Gumbleton Daunt, responsável pela identificação das vítimas, a preservação das mãos da maioria dos passageiros mostra que eles podem ter sido alertados sobre a queda.

 

Já a extração dos dados das caixas-pretas foi concluída na terça-feira (13). A FAB (Força Aérea Brasileira) anunciou que o Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos) havia concluído a extração das informações dos dois gravadores de voo. O conteúdo foi extraído no Labdata (Laboratório de Leitura e Análise de Dados de Gravadores de Voo), em Brasília, onde é feita agora a análise dos dados.

 

No momento, os agentes do Cenipa analisam as atividades relacionadas ao voo, o ambiente operacional e os fatores humanos. São examinados componentes, equipamentos, sistemas, infraestrutura, entre outros. O órgão estima divulgar, em até 30 dias, o relatório preliminar com dados factuais do acidente. No entanto, a versão sobre gelo acumulado na fuselagem ter causado perda de sustentação não é confirmada e nem descartada pelos investigadores. Eles dizem que o trabalho está só começando e é precoce apontar causas.