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sábado, 13 jun, 2026

economia

Fique por dentro do que foi destaque no setor econômico na última semana

Moedas em queda, investidores preocupados com déficit primário e fim da greve dos portuários nos EUA. Foto: Pixabay

 

 

Para se manter atualizado em relação aos temas que envolvem a economia no Brasil e no mundo na semana que passou, a Tribuna da Imprensa separou os principais destaques que foram notícia. Confira!

 

1 – Moedas em queda em todo o mundo

Na última semana, o cenário do mercado financeiro trouxe uma série de movimentações de muitas moedas em queda. O Dólar Comercial, por exemplo, apresentou uma redução de 0,33%, atingindo o valor de R$5,455 nesta sexta-feira, 4. Já o Euro diminuiu de 0,8%, encerrando o dia com R$5,988.

Além dessas oscilações, outras moedas também mostraram quedas e variações relevantes: o Dólar Turismo caiu de 0,16%, encerrando a sessão a R$ 5,675; a Libra Esterlina teve uma desvalorização de 0,2%, sendo negociada a R$ 7,168; e o Peso Argentino teve uma alta de 0,28%, fechando em R$ 0,006. Já o Bitcoin teve um aumento de 1,89%, encerrando o dia com o valor de R$340.648,188.

2 – Campos Neto revela quando custa o PIX no Brasil

O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, revelou o custo para manter o funcionamento do Pix no Brasil é de US$10 milhões por ano. Apesar de a operação não cobrar taxa da população que realiza transferências e pagamentos diariamente, o poder público tem despesas para manter o seu funcionamento.

3 – Fitch mantém nota de crédito do Brasil em BB por incertezas fiscais

A agência de classificação de risco Fitch não deve aumentar a nota de crédito do Brasil no curto prazo. A principal causa é a incerteza em relação à capacidade do país em melhorar suas contas públicas, mesmo com o desempenho econômico acima das expectativas. Essa avaliação é de Todd Martinez, codiretor de riscos soberanos das Américas na Fitch.

 

4 – Déficit primário preocupa

 

Os investidores e analistas seguem preocupados com a situação fiscal brasileira, já que o governo central registrou um déficit primário de R$22,4 bilhões em agosto, de acordo com dados do Tesouro Nacional que contemplam, além do Tesouro, do Banco Central e da Previdência Social. No acumulado do ano, o déficit atingiu R$99,997 bilhões, o que representa uma queda anual de 9,1%. O novo arcabouço fiscal prevê a meta de zerar o déficit primário para este ano, com tolerância de 0,25 ponto percentual com relação ao PIB (Produto Interno Bruto).

 

5 – Suspensão da greve dos portuários nos EUA

 

Os trabalhadores portuários dos EUA nas costas leste e do Golfo devem suspender sua greve de vários dias depois que seu sindicato e o grupo que representa as grandes empresas de transporte marítimo chegarem a um acordo na última quinta-feira, 3 de outubro. A paralisação do trabalho fechou os portos do Maine ao Texas, ameaçando grande parte da economia dos EUA ao prejudicar as cadeias de suprimentos e as importações de produtos como alimentos e produtos farmacêuticos. Analistas do JPMorgan disseram que a greve custou à economia até US$4,5 bilhões por dia, segundo informações do Financial Times.

 

 

O acordo provisório prevê um aumento salarial de aproximadamente 62% ao longo de seis anos. O número ficaria entre os 77% almejados pelo sindicato dos trabalhadores da ILA (Associação Internacional de Estivadores, traduzido da sigla inglês) e os quase 50% oferecidos pelo grupo patronal, USMX (United States Maritime Alliance).

 

 

6. Preços do petróleo em ascensão

 

Os preços do petróleo subiram nesta sexta-feira, 4, e estavam em curso para seu maior ganho semanal em mais de um ano, Isso ocorre devido ao aumento do risco de um conflito crescente no Oriente Médio. Às 7h53, o contrato do Brent ganhava 1,62%, para US$78,88 por barril, enquanto os futuros do petróleo dos EUA (WTI) eram negociados 1,64% mais altos, a US$74,92 por barril. Os futuros do brent tiveram um ganho de cerca de 8% na semana – o maior desde fevereiro de 2023, enquanto o aumento semanal de 8% dos futuros do petróleo bruto dos EUA seria o maior desde março do ano passado.

 

7 – Uso de crédito em apostas esportivas é proibido por entidade

 

Com o tema de apostas esportivas em alta, a Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs) se antecipou e aprovou a medida que proíbe o uso de cartão de crédito para esse fim. Segundo a nota da entidade, “a decisão da Abecs baseia-se na crescente preocupação do setor de cartões em torno da prevenção ao superendividamento da população e do crescimento das apostas online no país que, entre outras consequências, pode gerar impactos significativos no endividamento e no consumo relacionado ao varejo e ao setor de serviços.” O governo federal, por sua vez, disse que a proibição de cartão de crédito em apostas esportivas aconteceria a partir do dia 1° de janeiro de 2025.