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sábado, 13 jun, 2026

Rio

Rock in Rio e jogos da Libertadores geram R$ 2,6 bilhões para o Rio

Esquema de segurança pública montado para os eventos são festejados pelas autoridades

As Foças de Segurança do Estado do Rio avaliaram como positivos os esquemas de segurança montados para atender ao Rock in Rio 2024, que aconteceu nos últimos dois finais de semana; e às partidas da Copa da Libertadores. O governador Cláudio Castro (PL) apresentou o balanço das ações, nesta segunda-feira, destacando o retorno financeiro gerado pelos eventos: R$ 2,6 bilhões.
O Rock in Rio e os jogos da Libertadores mobilizaram um efetivo de mais de oito mil agentes. Só para o festival de música foram empregados 30% a mais de policiais em relação à edição do ano passado. Para as partidas da Libertadores, o Governo do Estado alocou 2 mil agentes para garantir a segurança da população.
O chefe do Executivo estadual ressaltou a importância do planejamento e do setor de Inteligência nos eventos. A expertise empregada gerou um ambiente seguro para a população e para os turistas que estivem no Rio de Janeiro. Segundo Cláudio Castro, ao todo, foram presas 38 pessoas.
“Não tivemos nenhuma intercorrência que atrapalhasse a realização dos eventos. Isso mostra o tamanho da expertise das nossas Forças de Segurança. Garantimos que o morador e o turista, tivessem tranquilidade e segurança. Hoje é dia de agradecer a esses agentes que trabalham dia e noite para proteger cada um de nós,” pontuou o governador.
Quanto à taxa de ocupação hoteleira, os números também impressionam. A rede da cidade atingiu 95% de ocupação, para atender a turistas internacionais e nacionais. A Rodoviária do Rio registrou uma movimentação de 226 mil passageiros, fluxo 40% superior ao normal. O Aeroporto Internacional do Galeão (RIOgaleão), por sua vez, recebeu 47 mil passageiros, transportados em 380 voos extras.

 

O secretário de Estado de Segurança Pública, o delegado Victor dos Santos, enfatizou que a integração entre as forças de segurança foi crucial para os bons resultados, que não seriam possíveis sem os investimentos governamentais.
“A cidade estava cheia e as polícias garantiram a tranquilidade de quem estava na Cidade do Rock, nas praias e em todas as partes do RJ. A segurança pública apresenta a cada dia mais números significativos, isso é reflexo da integração entre as forças de segurança e do investimento do Governo do Estado na segurança que já ultrapassa R$ 4 bilhões,” comentou Victor dos Santos.
Balanço Rock in Rio
De acordo com a Polícia Civil, nos sete dias do festival foram registradas 889 ocorrências. Desse total, 780 aconteceram no interior do evento – onde atuou a segurança privada – e 109 na área externa. O maior número de ocorrências ficou por conta dos furtos de celulares, 573 casos – todas na Cidade do Rock; além de 41 furtos na área externa do evento. A forte atuação dos policiais levou à apreensão de mais de 15 mil produtos piratas, com a marca Rock in Rio.
Ainda de acordo com a corporação, mais de 1.675 policiais foram mobilizados para garantir a segurança do público. Entre os agentes estavam profissionais especializados em atendimento a mulheres, crianças, pessoas vítimas de racismo ou intolerância e turistas estrangeiros. Para facilitar o atendimento, sete pontos foram instalados para o registro de ocorrências.
A Polícia Militar, por sua vez, acionou 5.200 agentes, que contaram com 8 torres de observação, 143 viaturas, câmeras de monitoramento e reconhecimento facial, drones, aeronaves e outros equipamentos. Os policiais apreenderam uma arma de fogo e uma arma branca. A PM reforçou o patrulhamento nos principais terminais rodoviários, avenidas e ruas do entorno.

O Corpo de Bombeiros Militar do Rio de Janeiro (CBMERJ) acionou 600 profissionais, que atuaram durante todo o Rock Rio. Ao todo, foram registrados 534 atendimentos. Três forças-tarefa foram montadas em pontos estratégicos.
Para atender o festival, a Base do Segurança Presente da Barra da Tijuca funcionou em horário especial e com um efetivo de 63 policiais. Das 857 pessoas abordadas, quatro foram conduzidas à delegacia.
A operação Lei Seca, que contou com 558 agentes, abordou 7.010 pessoas dentro da área do festival. A fiscalização no entorno do RIR, gerou 1.955 abordagens.
Jogos da Libertadores
Para atender às partidas da Libertadores, o Ministério Público e a Polícia Militar se reuniram para alinhar estratégias de segurança. Mais de 1890 PMs foram acionados para garantir a segurança. Durante as operações, cinco pessoas foram conduzidas ao Juizado Especial do Torcedor pela prática de cambismo.
O CBMERJ, por sua vez, emitiu autorização para questões médicas, de segurança e contra incêndios e pânico. Na partida entre entre Flamengo e Peñarol, realizada na última quinta-feira (19), a operação Lei Seca abordou 111 pessoas.

 Patricia Lima